Estes animais foram submetidos à avaliação clínica e laboratorial e mantidos em jaulas individuais de alvenaria com tablado de madeira removível, acesso livre a solário, água ad libitum e ração comercial em duas porções diárias. Após um período de dez dias de ambientação, foram colhidas três amostras de sangue e urina de cada animal, em um mesmo dia, para a obtenção dos valores basais, sendo utilizada sua média aritmética como valor controle. A anfotericina Ba foi administrada sempre às 12h, na dose terapêutica de 0,5mgkg-1, diluída em 20mL de solução glicosada a 5%, via intravenosa, na velocidade de 1,3mL min-1, em dias alternados (1°, 3°, 5°, 7° e 9° dias). O exame de urina é o exame menos invasivo e o que nos apresenta características de doenças renais (caso tenha) antes mesmo de ter alteração na corrente sanguínea, além de avaliar o trato urinário como um todo.
Por isso, o diagnóstico e o tratamento da doença renal deve ser sempre individualizado. Ele deve ser realizado, de preferência, por um médico veterinário especializado em nefrologia. Porém, apesar de ser um marcador importante, nem todo aumento de creatinina no sangue é sinônimo de doença renal crônica. Portanto, ao fazer o diagnóstico, o médico veterinário responsável deve excluir todas as outras causas que podem provocar esse aumento, bem como monitorar a persistência dessa elevação. Geralmente, pacientes com doença renal aguda tendem a ficar mais prostrados com o aumento da creatinina do que aqueles com doença renal crônica.
A avaliação laboratorial da função renal em animais é fundamental para monitorar a saúde e prevenir doenças renais. Os rins desempenham um papel crucial no corpo, filtrando resíduos e toxinas do sangue, controlando o equilíbrio de eletrólitos e água, e produzindo hormônios essenciais para a regulação da pressão arterial. A disfunção renal pode levar a uma série de complicações sérias e potencialmente fatais, como insuficiência renal aguda ou crônica, hipertensão e desequilíbrios eletrolíticos.
Os testes laboratoriais são uma maneira eficaz de avaliar a função renal de um animal. Isso pode incluir a medição da concentração de creatinina e ureia no sangue, bem como a análise da urina para detectar a presença de proteínas, células sanguíneas e outros marcadores de doença renal. Além disso, testes de urinálise podem fornecer informações sobre a capacidade de concentração dos rins e ajudar a identificar problemas como infecções do trato urinário ou cálculos renais.
Por meio da avaliação laboratorial da função renal, os veterinários podem detectar precocemente problemas renais e intervir antes que eles se tornem graves. Isso é especialmente importante em animais mais velhos, raças predispostas a doenças renais ou aqueles com condições médicas que podem afetar a função dos rins. Portanto, a avaliação laboratorial da função renal veterinária desempenha um papel crucial na manutenção da saúde e bem-estar dos animais de estimação.
Avaliação laboratorial da função renal veterinária
1. Importância da avaliação da função renal
A avaliação da função renal em animais é fundamental para diagnosticar e monitorar doenças renais, como a insuficiência renal crônica, que podem ser graves e impactar significativamente a saúde e qualidade de vida do pet. Além disso, a função renal também é importante para avaliar a eficácia de tratamentos e ajustar a terapia conforme necessário.
2. Exames laboratoriais para avaliação da função renal
Para avaliar a função renal em animais, são realizados diversos exames laboratoriais, como dosagem de creatinina, ureia, exame de urina, de eletrólitos e outros parâmetros bioquímicos. A dosagem de creatinina e ureia é essencial para avaliar a taxa de filtração glomerular e a capacidade dos rins em eliminar resíduos do organismo.
3. Interpretação dos resultados dos exames laboratoriais
A interpretação dos resultados dos exames laboratoriais para avaliação da função renal deve levar em consideração diversos fatores, como espécie, raça, idade e condição clínica do animal. Valores alterados de creatinina e ureia podem indicar problemas renais, que devem ser investigados e tratados adequadamente.
4. Função renal em animais idosos

Assim como em humanos, os animais idosos estão mais propensos a problemas renais devido ao desgaste natural do órgão ao longo dos anos. Por isso, é importante realizar avaliações da função renal em pets idosos regularmente, a fim de detectar precocemente possíveis alterações e intervir de forma preventiva.
5. Monitoramento da função renal em animais com doenças crônicas
Animais com doenças crônicas, como diabetes, hipertensão e doenças renais crônicas, requerem um monitoramento constante da função renal para garantir a eficácia do tratamento e prevenir complicações. O acompanhamento periódico da creatinina e ureia é essencial para avaliar a evolução da doença e ajustar a terapia conforme necessário.
6. Importância da dieta na função renal
Além dos exames laboratoriais, a dieta desempenha um papel fundamental na manutenção da função renal em animais. Qual o melhor remédio para o fígado do cachorro? alimentação balanceada e adequada para cada condição clínica pode ajudar a reduzir a sobrecarga nos rins, controlar a pressão arterial e minimizar o risco de complicações renais.
